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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Copa Africana de Nações é a aposta de Angola para seguir crescendo

 Atlético Petróleos de Luanda. Esse é o nome do clube bicampeão da Liga Angolana de Futebol, a Girabola. O escudo do Petro de Luanda, como é mais conhecido, é formado por um círculo com a borda de cor preta e o fundo amarelo. No centro, em vermelho, uma base de exploração petrolífera representa a ligação do clube com a indústria que impulsionou a economia de Angola nos últimos anos.

O petróleo é responsável por 90% das exportações e, até pouco tempo atrás, de acordo com o Ministério das Finanças, contribuía com 57% do Produto Interno Bruto, que em 2008 teve um crescimento de 16%. Ano passado, os números indicavam uma taxa bem menor, 1,3%, devido à queda dos preços dos barris. De qualquer forma, nas últimas duas décadas, o PIB angolano cresceu 9% em média.

A riqueza proveniente da produção e exportação do petróleo não significa, porém, melhoria nas condições de vida dos angolanos. O país tem um dos piores índices de desenvolvimento humano e ocupa a 157ª posição entre 179 nações pesquisadas pela ONU. Diminuir o abismo social é o principal desafio do governo da República de Angola, independente de Portugal desde 1975 e que passou por um longo período envolvida em uma guerra civil que deixou 1 milhão de mortos e 4 milhões de refugiados.

O acordo de paz entre as facções que lutavam pelo poder só aconteceu em 2002. O término da guerra fez com que o país trilhasse o caminho da prosperidade econômica, através do petróleo e dos investimentos externos que transformaram Angola em um dos países que mais cresce no mundo.

Mas o funk composto pelo MC Kapa dois anos atrás continua a ser o espelho da vida da maioria dos 15 milhões de angolanos: “Já estou no asfalto, os cidadãos reclamam, os preços estão mais altos. Lixo na rua é o semblante matinal, subida do combustível é a manchete do jornal.”

Fonte: ESPN Brasil

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