O risco de organizar partidas da Copa Africana de Nações em Cabinda era conhecido pelos responsáveis pela competição continental há muito tempo. Ao menos é o que disse nesta terça-feira o diretor-executivo do Comitê Organizador do Mundial da África do Sul, Danny Jordaan, que reiterou que não há qualquer possibilidade de algo parecido acontecer durante a próxima Copa do Mundo.
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Segundo grupo reivindica ataque contra delegação do Togo
“Há quanto tempo já se sabe que há grupos separatistas em Angola, mais especificamente em Cabinda, e qual era a possibilidade de um ataque terrorista?”, questionou Jordaan. “Isso já era de conhecimento de todos. E é responsabilidade da nação que organiza o torneio lidar com essas questões”, criticou.
O dirigente assegurou, no entanto, que a África do Sul está preparada para garantir segurança máxima durante o Mundial e reiterou que não vê qualquer possibilidade de ações semelhantes ao atentado contra a delegação do Togo na última sexta-feira.
“O que aconteceu em Angola não tem nada a ver com a África do Sul. Por favor, julguem o que houve de maneira justa. É como se acontecesse um problema em Moscou e vocês cobrassem de Londres”, ironizou Jordaan.
Outro grupo reivindica ataque
Um segundo grupo separatista da região angolana de Cabinda reivindicou nesta terça-feira o ataque contra a seleção de futebol do Togo em entrevista à AFP e afirmou que abre fogo de maneira sistemática contra comboios escoltados pelas forças de segurança.
O ataque, na sexta-feira passada, foi reivindicado imediatamente pela Frente de Libertação do Estado de Cabinda-Posição Militar (FLEC-PM), uma facção dissidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda-Forças Armadas Cabindesas (FLEC-FAC).
Mas um porta voz da FLEC-FAC, Jean-Claude N'Zita, assessor do líder deste grupo, afirmou que seus homens cometeram o ataque que matou dois membros da comissão técnica da delegação togolesa, e não os do grupo dissidente, que chamou de "oportunistas".
"Nós não somos terroristas. O ataque não estava dirigido contra nossos irmãos togoleses", disse N'Zita, "mas cada vez que as Forças Armadas de Cabinda vêem um comboio angolano, abrem fogo".
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